O
consórcio identificou no poço Carcará, a 232 quilômetros da costa, uma
"expressiva coluna" de petróleo a 5.742 metros de profundidade, mas por
questões operacionais não chegou aos 7.000 metros previstos.
Galp e Petrobras têm investido em plataformas flutuantes.
"Os inúmeros dados coletados do poço - perfis, amostras laterais, fluidos e pressões -, bem como análises petrofísicas, aliados ao conhecimento e experiência da Petrobras em testes de formação e de longa duração em reservatórios do pré-sal, reforçam a expectativa de um elevado potencial de vazão de óleo nos reservatórios perfurados", informou a Petrobras em comunicado.
A estatal brasileira acrescenta que "isso será comprovado com a continuidade das atividades exploratórias na área, que inclui a perfuração de um poço de extensão em 2013, quando será possível avaliar a produtividade dos reservatórios por meio de um teste de formação".
A confirmação do potencial de Carcará surgiu por meio de uma perfuração em águas ultraprofundas, no pré-sal da Bacia de Santos, realizada a 232 quilômetros da costa e em lâmina de água de 2.027 metros.
"A partir de 5.742 metros de perfuração foi identificada uma expressiva coluna de, pelo menos, 471 metros de óleo de ótima qualidade - de 31° API e sem a presença de contaminantes como CO2 e H2S - com 402 metros em reservatórios carbonáticos de excelentes características de porosidade e permeabilidade", descreve a Petrobras.
Por questões operacionais, explica ainda a parceira da Galp, "não foi possível atingir a profundidade final, prevista originalmente para 7.000m, e executar os trabalhos complementares de avaliação". Diante disso, informa a Petrobras, "o poço foi abandonado provisoriamente, o que permite a retomada da operação futuramente, caso o consórcio tenha interesse".
A produção do primeiro óleo de Carcará esta prevista para 2018, com a prévia perfuração de poços de desenvolvimento ao longo de 2016-2017, seguindo o que estabelece o Plano de Negócios para o período 2012-2016 e o Planejamento Estratégico da Petrobras para 2020.
A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Galp (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%).
Diante do potencial de Carcará, o consórcio solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a extensão do prazo do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) de Bem-te-vi, onde o poço está localizado, que venceria ao final de 2012. O consórcio aguarda decisão da ANP sobre o assunto.
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